as três operadoras móveis de portugal lançaram, na semana passada, hsdpa [high speed packet downlink, “chamado” de 3.5G, 1.8Mb/s max na rede celular] por lá. uma delas, a optimus [do grupo sonae], cobra ~40 euros por mês, sem limite de utilização, enquanto a tmn [telemóvel nacional] e a vodafone [que opera pelo mundo afora, também], pelo mesno preço, impõem um limite de 1GB/mês. todas prometem cobertura nacional aé o fim do ano e a vodafone tem roaming internacional na áustria, alemanha e… áfrica do sul. nada de telefones celulares com a tecnologia, ainda: a coisa só está disponível em placas pra computadores, supostamente, em suas quase totalidade, laptops. os telemóveis serão atendidos depois.
claro que as pequenas vilas, as taperoás de portugal, ainda levarão muito tempo pra ter algum tipo de cobertura 3.5G, mas isso é de se esperar. afinal de contas, alguém tem que pagar a conta e baixas densidades de uso só são negócio se políticas públicas estiverem prestando atenção. isso não parece ser o caso.
a vantagem de hsdpa sobre wi-fi é que a primeira, montada sobre a rede de telecom móvel “normal”, pode eventualmente estar em quase todo lugar, à medida em que as teles forem migrando sua infra para 3.5+G. isso é só uma questão de tempo, ao contrário do caos de wi-fi, infra sobre a qual não consigo uma conexão razoável, em lisboa, paris, londres ou onde mais estiver, sem ter que comprar acessos aqui da swisscom, ali da t-mobile, acolá de… e isso quando tenho sorte…
se as operadoras móveis conseguirem migrar de 2.xG [gsm, gprs, edge] para 3.xG [umts, hsdpa…] melhorando significativamente a facilidade e o custo [para o usuário] de estar always-on, um passo significativo tera sido dado para criar informaticidade de verdade, em todo lugar.
[ps: o eurostat, birô europeu de estatísticas, acaba de publicar os dados de acesso à internet na europa: na dinamarca, holanda e suécia, 75% das pessoas estão na rede. em portugal, apenas 25%, e 66% nunca usou a internet, mas 88% dos estudantes está on-line, contra 79% da média da europa. o portugal do futuro está on-line, full-time.]