personal brainer
um artigo publicado na área de tecnologia da bbc [e outro aqui, na msnbc] chama a atenção para a “nova” mania japonesa de games para treinar o cérebro. um deles, feito para o nintendo DS, Dr Kawashima’s Brain Training: How Old Is Your Brain?, prescreve e realiza uma série de exercÃcios diários para, de fato, treinar seu cérebro, usando para isso problemas matemáticos simples, desenho, jogos de observação e leitura em voz alta. depois de realizados os exercÃcios, o jogo calcula [como na figura] a idade do seu cérebro… coisa que se alguém observar você fazendo, assim meio de longe, vai achar que é pura doidice. mas não é: Dr Kawashima’s Brain Training, lançado há um ano, já vendeu um 1.8 milhão de cópias e continua na lista dos dez mais vendidos.
exercÃcios para a manutenção de uma mente saudável não chegam a ser novidade; o que é diferente, neste caso, é que satoru iwata, presidente da nintendo, patrocinou e acompanhou diretamente o projeto, depois de ter dito, numa reunião, que não conhecia ninguém de sua idade [47] que jogasse video games. daà a idéia de criar jogos para velhinhos [!], ou melhor, pra quem não quer ficar de miolo mole muito rápido. no esforço de marketing da famÃlia de jogos, iwata gastou boa parte de sua fala na última game developers conference falando do brain training…
há evidências de que o cérebro de idosos bilÃngues envelhece mais lentamente e, agora, começam a surgir sinais, aqui e ali, de que o cérebro de jogadores pode ter o mesmo comportamento [dependendo do tipo de jogo: olhe este artigo aqui com as advertências do mesmo Dr Kawashima, de cinco anos atrás]. tempo, talvez, de tornar pelo menos alguns tipos de jogos eletrônicos parte obrigatória do currÃculo escolar. pensando bem, talvez não: se envolver a escola, é capaz de virar um saco e, aÃ, destruir neurônios mais rapidamente do que eles já degeneram…
April 24th, 2006 at 9:20 pm
Silvio, tem um cara chamado Marc Prensky que para mim sumariza muito bem porque os jogos são tão bons em gerar experiências de aprendizado:
Why Games Engage Us
Games are a form of fun. That gives us enjoyment and pleasure.
Games are form of play. That gives us intense and passionate involvement.
Games have rules. That gives us structure.
Games have goals. That gives us motivation.
Games are interactive. That gives us doing.
Games have outcomes and feedback. That gives us learning.
Games are adaptive. That gives us flow.
Games have win states. That gives us ego gratification.
Games have conflict/competition/challenge/opposition. That gives us adrenaline.
Games have problem solving. That sparks our creativity.
Games have interaction. That gives us social groups.
Games have representation and story. That gives us emotion.
Ë por esse caminho que vamos construindo o nosso caminho.
André.
April 24th, 2006 at 9:21 pm
Ah…by the way, estou indo pra E3 semana que vem o Brain Age tá na minha lista de compras!
April 26th, 2006 at 4:25 pm
Isto totalmente na linha do que Steve Johnson fala em um livro que li ano passado: Everything Bad Is Good for You: How Today’s Popular Culture Is Actually Making Us Smarter. Ela fala explicitamente do exercicio cognitivo que o jogo promove: decisoes multicritério, gestão de objetivos de curto e medio prazo, aninhamento de objetivos, mix de tatica e estrategia, e por aà vai. Ele fala, de fato, que jogos e outras miias, independentemente do conteúdo veiculado, promovem um treinamento necessário à nosso dia a dia, mas que escapa (felizmente, como você sugere e eu concordo) dos currÃculos escolares. Não é por acaso que os “jogos sérios” estão dispontando. As empresas e governos estão entendendo que ele é uma ferramante fundamental na formação dos profissionais.
Por outro ângulo, não mais dos jogos contribuindo para o raciocÃnio, mas do raciocÃnio com elemento atrativo nos jogos, um livro excellente é o Theory of Fun for Game Design de Raph Koster, cuja tese central é “what is fun is exercising your brain”! Jogos são sobre aprender a analisar/descobrir padrões…
Abraço
Geber Ramalho