aversão a risco = morte certa

todo mundo que pretende ter, ou tem, usuários deveria passar vez por outra em creating passionate users, onde se escreve sobre… como criar usuários que amam seu produto e|ou serviço. um dos textos mais interessantes dos últimos tempos, lá, é sobre o assunto do título, ou como idéias absolutamente geniais, que poderiam transformar vidas de usuários e até criar novas categorias [como skype, por exemplo] acabam se encontrando, ainda jovens, com uma intensa aversão a risco, quase sempre por parte dos níveis gerenciais do lugar onde a idéia ocorre, e se transformam em [bleargh!] uma gosma disforme que, para quer quer que olhe, nem fede, nem cheira.

o blog cita exemplos e pergunta… “…can anything be done about all the spirit-squashing risk-aversion?” a resposta vem, imediata, e eu concordo com ela desde sempre: “Recognition is the first step. Unfortunately, those who recognize it tend to be the leaf nodes–the ones with the power to create and implement the ideas, but very little power to authorize them. Those with the most potential to create change are the branches. The Managers With a Clue.”  um negócio, certamente um negócio de tecnologia de informação, que não tenha e|ou não consiga ser guiado pelos seus gerentes-com-alguma-coisa-na-cabeça está fadado a um triste fim.

e o principal papel destes troncos da árvore empresarial, associados às folhas, onde vive [a engenharia e] normalmente a genialidade e capacidade de implementação, é evitar o pantanoso terreno do mais ou menos. uma companhia que se preza faz dois tipos de produtos: um que os usuários amam e outro que eles odeiam. profundamente.  pra fazer os que ficam no tanto-faz-tanto-fez é melhor desistir e abrir uma pousada. a figura abaixo é a perfeita tradução do conceito de tudo-ou-nada, quando se fala em inovação…

o texto é longo, mas vale a pena ler; passando de raspão por princípios budistas, acaba em um pequeno manual que há de servir pelo menos para você confrontar seu gerente [pergunte se ele leu!…], para decidir entrar numa campanha para mudar sua empresa [se você achar que é possível] ou então [no pior, ou no melhor caso]… procurar outro lugar pra trabalhar.

7 Responses to “aversão a risco = morte certa”

  1. Camilo Telles Says:

    primeira app que eu vejo alguem falar de mashup e principalmente de qualidade de demanda.
    especialmente a questão da não necessidade de gestão de legado.

  2. Leandro Says:

    Silvio..
    Assisti a sua palestra hoje no Academy Conference e fiquei curioso pra ler seu blog.
    Parabéns pela excelente palestra !
    Abraço.

  3. Adriana Says:

    Silvio,
    Parabéns pela palestra no Academy Conference!
    Foi rara ás vezes em que assisti uma palestra tão clara e objetiva.
    Abs e abs para o Pedro(que coitadinho sempre ouve a mesma radio rs..)

    Adriana

  4. Filipe Levi Says:

    Silvio,

    Mudar a e.m.p.r.e.s.a é possível sim, e muitos leaf nodes já arregaçaram as mangas há algum tempo. Eles dissecam o usuário (!=cliente) afim de fazerem algo que o apaixone. O problema é que muitas vezes esbarram em branches advogados do capeta! Mas parece que Tom Kelley & cia podem nos dizer como extirpar esse mal

    []’s!

  5. Filipe Levi Says:

    Reconstruindo os links:
    http://www.tenfacesofinnovation.com/
    http://www.fastcompany.com/magazine/99/faces-of-innovation.html

  6. silvio meira: dia a dia, bit a bit » Blog Archive » o fim do mundo [como ele é] Says:

    […] silvio meira: dia a dia, bit a bit informaticidade, mais hora, menos hora « aversão a risco = morte certa […]

  7. silvio meira: dia a dia, bit a bit » Blog Archive » foco, foco, foco. e US$1B em dinheiro Says:

    […] não vai sobrar nenhum lugar no mundo para quem tenta fazer tudo e faz tudo mais ou menos [veja a história abaixo]. convergência digital significa, desde sempre, que cada um tem que fazer muito bem a sua parte, para que todos consigam interagir perto de seu ótimo, criando beneficios em escala para o usuário e seus negócios. prova disso é que a motorola está aumentando ainda mais seu foco, sem nenhuma pena de se desfazer de negócios históricos da companhia, como o de eletrônica automotiva. […]

Leave a Reply

Comment moderation is in use. Please do not submit your comment twice -- it will appear shortly.

Subscribe without commenting