a vida é um jogo

conclusão de um artigo [muito bem escrito] de will wright [criador dos sims] na wired: “Games are evolving to entertain, educate, and engage us individually. These personalized games will reflect who we are and what we enjoy, much as our choice of books and music does now. They will allow us to express ourselves, meet others, and create things that we can only dimly imagine. They will enable us to share and combine these creations, to build vast playgrounds. And more than ever, games will be a visible, external amplification of the human imagination.”

a geração que começou a vida jogando [virtualmente, e não bola de gude] só, e depois on-line [e depois em grandes redes de conhecidos], que tem hoje entre 10 e 25 anos, é o “us” de wright. eles aprenderam a jogar no modo 2 de michael gibbons [in place, on demand, in context, multidisciplinary, out-of-school, problem oriented] e estão aprendendo a fazer mundos virtuais basicamente do mesmo jeito, pois o modo 1 [na escola, sistematizado, disciplinar… burocrático] não foi onde os jogos [de todos os tipos] foram criados. e muito menos jogados. é proibido jogar, no modo 1…
world of warcraft patch110as novas crianças, [que bom para elas!] terão que desbravar o mundo por si sós, pois quem não joga [muito intimamente] não vai nunca entender o “…will allow us to express ourselves, meet others, and create things that we can only dimly imagine. They will enable us to share and combine these creations, to build vast playgrounds.” e muito menos vai saber especificar, ou criticar, que seja, um jogo. professores, pais, tutores [paidagogos, segundo josé carlos cavalcanti] teriam que estar jogando second life e world of warcraft. alguém de 50, 60 anos, aí, pra ensinar aos mais jovens?…

mas não para aí: quando esta geração amadurecer, a eterna roda da vida terá criado [no modo 2 de então] outra turma, ligada sabe-se lá em que, e que terá as mesmas reclamações [de não ter guias, de não ser entendido e conseqüentemente valorizado] que os jovens de hoje às vezes têm. mas é sempre assim, e isso é muito bom: a humanindade se renova com os desbravadores vindo normalmente de fora do sistema vigente. é lá que reside nossa esperança, afinal…

One Response to “a vida é um jogo”

  1. silvio meira: dia a dia, bit a bit Says:

    […] este último dado é interessante: mundos virtuais estão sendo aparentemente levados a sério por quem está lá e por empresas aqui fora. o relatório da social research foundation é intitulado, não por acaso… how you company can develop real value in a virtual world. mesmo? cuidado… nós já falamos disso aqui antes. […]

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