A diferença entre a civilização e a barbárie é a…
manutenção. assim me ensinou Brian Spratt, então diretor do computing lab da university of kent, numa viagem de trem de canterbury a londres, nos primórdios da década de 1980. parece pré-história. bonachão, vivido, sabido do mundo e das coisas dos homens, o velho professor sabia o que estava dizendo. o brasil sofre muito do mal muito bem diagnosticado por spratt; somos um paÃs onde se pensa que algo que já funcionou tem que continuar funcionando. como que por mágica. os engenheiros, no entanto, sabem que infra-estrutura funciona por causa de construção e manutenção… senão a decrepitude emerge do uso como dois e dois são quatro. relatório recente [2005 Report Card for America's Infrastructure] da American Society of Civil Engineers (ASCE) dá uma nota “D” para a infra-estrutura dos EUA [causa básica: falta de manutenção!...] e alerta que seriam necessários, em cinco anos, US$1.6 trilhões de investimento pra por a casa em ordem. a entrevista com os comentários do presidente da ASCE está no último MetropolisMag, um dos pontos altos da web. algo me diz que o ConFEA deveria fazer o mesmo no brasil. e que o cgi.br deveria dizer algo sobre o estado da arte da rede, por aqui. pra ver quão longe estamos da barbárie.