aversão a risco = morte certa
Thursday, March 30th, 2006todo mundo que pretende ter, ou tem, usuários deveria passar vez por outra em creating passionate users, onde se escreve sobre… como criar usuários que amam seu produto e|ou serviço. um dos textos mais interessantes dos últimos tempos, lá, é sobre o assunto do título, ou como idéias absolutamente geniais, que poderiam transformar vidas de usuários e até criar novas categorias [como skype, por exemplo] acabam se encontrando, ainda jovens, com uma intensa aversão a risco, quase sempre por parte dos níveis gerenciais do lugar onde a idéia ocorre, e se transformam em [bleargh!] uma gosma disforme que, para quer quer que olhe, nem fede, nem cheira.
o blog cita exemplos e pergunta… “…can anything be done about all the spirit-squashing risk-aversion?” a resposta vem, imediata, e eu concordo com ela desde sempre: “Recognition is the first step. Unfortunately, those who recognize it tend to be the leaf nodes–the ones with the power to create and implement the ideas, but very little power to authorize them. Those with the most potential to create change are the branches. The Managers With a Clue.” um negócio, certamente um negócio de tecnologia de informação, que não tenha e|ou não consiga ser guiado pelos seus gerentes-com-alguma-coisa-na-cabeça está fadado a um triste fim.
e o principal papel destes troncos da árvore empresarial, associados às folhas, onde vive [a engenharia e] normalmente a genialidade e capacidade de implementação, é evitar o pantanoso terreno do mais ou menos. uma companhia que se preza faz dois tipos de produtos: um que os usuários amam e outro que eles odeiam. profundamente. pra fazer os que ficam no tanto-faz-tanto-fez é melhor desistir e abrir uma pousada. a figura abaixo é a perfeita tradução do conceito de tudo-ou-nada, quando se fala em inovação…
o texto é longo, mas vale a pena ler; passando de raspão por princípios budistas, acaba em um pequeno manual que há de servir pelo menos para você confrontar seu gerente [pergunte se ele leu!...], para decidir entrar numa campanha para mudar sua empresa [se você achar que é possível] ou então [no pior, ou no melhor caso]… procurar outro lugar pra trabalhar.




